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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Detran DF e suas maracutaias

Em busca de aumentar a lucratividade e invadir a privacidade dos motoristas, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), divulgou nesta quinta-feira (6), uma nova forma de gerar autuação. A indústria de multas, visando obter dinheiro fácil apresentou um aparelho que medirá o grau de transparência das películas nos veículos que circulam pela cidade.

O artifício nos vídros, utilizado para fornecer maior segurança e proteção aos proprietários da luz solar incomodou o órgão. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o chefe do Núcleo de Operações Técnicas Kesley Souza, explicou que vidros muitos escuros facilitam a ocorrência de acidentes. A partir daí, a população se pergunta, desde quando houve ocorrência de acidentes por conta de películas?

A nova artimanha da fiscalização do Departamento de Trânsito divide opiniões, bem como o projeto de autoria do deputado distrital Evandro Garla (PRB), que propôs o rodízio de carros no DF. O objetivo da PL Nº 197, de 2011 é restringir a livre circulação de automóveis por vias e dias específicos, fato que causou polêmica entre a sociedade e especialistas.

O engenheiro de tráfego e professor da Universidade de Brasília, Paulo César Marques, diz que a proposta de reduzir a quantidade de carros pode não ser atingida, isso por conta da falta de investimento em transporte público coletivo e pela estratégia da população de querer manter o conforto pessoal.

De acordo com o texto do projeto, quem desobedecer à lei terá penalidade aplicada, ou seja, uma jeito diferente de enriquecer os cofres públicos, sobretudo coibindo a livre circulação da população em seus automóveis e até mesmo da utilização de aparatos como no caso das películas.

Jornalista Responsável
Carlos Eduardo Monteiro

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Briga entre moradores de rua termina em morte na 314 Norte

Uma briga motivada pelo tráfico de drogas deixou dois moradores de rua gravemente feridos no início da noite desta quinta-feira (25/08), na Asa Norte. Entre as vítimas, estava um homem que morreu no local após ser atingido na cabeça por um objeto ainda desconhecido, e uma mulher também golpeada na cabeça e levada em estado grave para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).

Foto Reprodução: Correio Braziliense

Segundo um morador de rua que vive próximo ao local do crime, a briga ocorreu por que o agressor pediu a uma das vítimas que comprasse drogas com R$ 50 reais e a encomenda não teria sido entregue. A 2ª Delegacia de Polícia investiga o caso.

Jornalista Responsável
Carlos Eduardo Monteiro

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Cidade-sede da copa de 2014 e os problemas no transporte


Brasília está entre as concorrentes para sediar os jogos mundias da copa de 2014. A capital, que há três meses corre com a reconstrução do novo estádio Mané Garrincha, enfrenta outros problemas, e preocupam os especialistas. O pesquisador de Transporte da Universidade de Brasília Artur Morais, em entrevista ao Jornal do Brasil, salienta que o aeroporto da cidade está saturado, e obras como a do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) podem não estar concluídas até lá.

Os problemas no transporte público do DF se alastram por vários anos. A má condição de circulação dos ônibus, a péssima estrutura dos terminais rodoviários e os itinerários não cumpridos são algumas das constantes tarefas enfrentadas pela população local. Ainda segundo o Pesquisador, “o transporte público em Brasília é malfeito, mal planejado e mal operado”. Será que, com essas condições, Brasília pretende receber os turistas para acompanharem os jogos da copa?

O Secretário de Transporte José Walter Vazquez Filho, disse ao Jornal do Brasil concordar que há problemas, e que além disso, é preciso haver mais investimentos e a presença do Estado no setor. O Secretário disse ainda que neste mês será aberta uma licitação para contratar um sistema de GPS que controlará a frota, comenta.

Embora sejam inatingíveis as tentativas para modernizar e acabar com o caos no sistema de transporte público, cabe aos passageiros uma longa espera. A construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) por exemplo, expresso que pretende ligar o aeroporto as avenidas W3 Sul e Norte, e as obras da Linha Verde na Estrada Parque Taguatinga Guará (EPTG), que visa interligar as cidades de Ceilândia e Taguatinga à rodoviária do Plano Piloto, além de contar com um corredor exclusivo para ônibus estão longe de atingirem a conclusão.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Artigo - Promiscuidade e Televisão: Uma relação igualável

Atualmente, a mídia televisiva comporta-se como uma grande indústria de reprodução do bizarro. A exemplos disso, podem ser citadas figuras como a “mulher melancia” e o caso de Geisy Arruda, que contribuem para a decadência nos veículos de comunicação visual. Descoberta no Brasil, em 1950, a televisão buscou no rádio seus novos profissionais, bem como a imitação de seus quadros. Mas, aliado ao tempo, o que era cultural e voltado para o entretenimento familiar e de informação, acabou transformando-se na promiscuidade humana. Ah, se não fosse a Imprensa Marrom.

Vários programas da telinha aberta abrem espaço para a baixaria e contribuem para o ridículo. No programa Legendários da Rede Record, por exemplo, que foi exibido sábado (16.07), contou com a participação da cantora de funk Andressa Soares. Na ocasião, um dos quadros escolheria o novo mionzinho, imitador do apresentador Marcos Mion, e para isso, o participante realizava algumas provas, sendo a última a veneração dos glúteos da “melancia mulher”, estampado no rosto.


Foto Reprodução: Blog fã clube da garota melancia.

Embora a exposição de atributos íntimos nos programas possa significar audiência para as emissoras, por outro lado, críticos, estudiosos e a própria sociedade telespectadora crê, que a utilização de certas partes do corpo como mecanismo de exposição e trabalho sejam vistas não apenas como uma apresentação musical que se faz em palcos. A psicopedagoga Betânia Domingues não é uma telespectadora assídua, mas acredita na hipótese que as programações exibidas hoje levam ao apelo e que nenhuma trabalham com os princípios familiares. Segundo ela, nas novelas, por retratarem fatos reais, o que se vê são corpos perfeitos, imagens perfeitas e discórdias familiares, fugindo totalmente até de princípios religiosos.

Há ainda na mídia personagens que surgem do nada ou de um dia para o outro. Caso semelhante é o da ex-universitária Geisy Arruda, que por meio de seus vestimentos, buscou na atenção de flashes, filmagens e platéias deficitárias tornar-se conhecida. Graças à ajuda da Imprensa Marrom, que destina oportunidades para esses fins, a vida da estudante de turismo não mais continuou desconhecida.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) de 2009, cerca de 96% das residências brasileiras possuem televisores. Esses números reafirmam o grau de importância que esse instrumento de comunicação traz para o dia-a-dia de públicos segmentados (crianças, jovens e idosos), que buscam nas emissoras uma programação de conteúdo, descontração, entretenimento familiar, informação e utilidade pública, e não apenas aqueles com comportamentos fora do convencional.

Jornalista Responsável: Carlos Eduardo Monteiro

domingo, 22 de maio de 2011

A participação da mídia nos jogos paraolímpicos

O vídeo abaixo foi produzido para o Projeto Integrado de Comunicação (PIC), da Universidade Paulista - Unip, sob autoria e produção de Carlos Eduardo Monteiro. Seu objetivo e mostra que pessoas com deficiências e dificuldades de locomoção também são inclusas no meio olímpico. Na ocasião, a entrevistada foi a atleta paraolímpica brasiliense Shirlene Santos, participante da Paraolimpíada de Pequim em 2008, que relatou a sua história e a participação da mídia no meio paraolímpico. A entrevista foi realizada no Estádio de Atletismo Geração Campeã, da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal.




As paraolimpíadas é um evento multi-esportivo, que se realiza a cada quatro anos para atletas com deficiências físicas, mentais ou sensoriais. Essas deficiências abrangem a incapacidade visual, amputação, deficiências de mobilidade e paralisia cerebral. As paraolimpíadas são o equivalente das olimpíadas. As modalidades são adaptadas e apesar das necessidades físicas, as pessoas conseguem se dedicar aos esportes em nível profissional.

Em 2008, os jogos Paraolímpicos ocorreram em Pequim (China), havendo a participação de mais de quatro mil atletas de diversos países, inclusive do Brasil. A cerimonia de abertura dos jogos aconteceu no dia 6 de setembro e foram disputados 20 modalidades esportivas. Na penúltima versão, ocorrida em 2004, cerca de 4 mil atletas participaram e 519 medalhas de ouro foram distribuídas. Já no ano de 2008, o Brasil obteve 16 medalhas de ouro, um número expressivo que deixou o país na quinta posição no quadro.

A mídia, por sua vez, faz com que o público tenha compaixão pelos paratletas. Essas pessoas, embora apresentem suas deficiências, merecem ganhar o respeito e a confiança da mídia e não apenas a solidariedade. Sendo assim, enquanto a total cobertura é voltada para os jogos olímpicos, a exaustão se torna tão grande, que os atletas paraolímpicos ficam relegados a uma precária cobertura jornalistica. Com isso, aqueles que conseguem uma imagem positiva na mídia devido ás suas vitórias, são vistos como símbolos de superação, restando a sociedade apenas reconhecer e aplaudir o sucesso daqueles que superaram suas próprias limitações.

A sociedade continua sem informação, e isso leva a crença que a potencialidade de atletas portadores de necessidades especiais serão inatingíveis, pois, mostrar deficiência só da ibope em situações que explicitem o exótico-humano. De certa forma, os atletas são de alto rendimento e o esporte paraolímpico é eficiente, já que a cobertura midiática é deficiente. A mídia fez um grande estardalhaço diante do 16º lugar nas olimpíadas de Atenas e apenas citou o alto rendimento dos atletas paraolímpicos.

A mídia reflete uma imagem bastante imprecisa e incompleta das pessoas com deficiência, o que acaba sendo impossível reconhecer-se nela. Segundo a coordenadora de comunicação do Comitê Paraolípico Brasileiro (CPB), " a mídia privilegia muito a emoção em suas matérias sobre os atletas com deficiência, e falta o jornalista entender que o esporte é uma questão de redenção".

Números mostram que entre a primeira e a última versão dos jogos paraolímpicos houve uma grande evolução. Com o abandono do caráter de lazer e reabilitação, aumentou-se o interesse da mídia por este segmento esportivo. Uma pesquisa realizada em 17 países pelo Comitê Paraolímpico Internacional (CPI) mostrou uma audiência televisiva acima de 1,8 bilhões de pessoas durante os jogos paraolímpicos de Atenas 2004. Dos países analisados, o Brasil transmitiu o maior número de horas (168h), seguido pela Espanha com (125horas). A diretora de mídia e de comunicação do Comitê Paraolímpico Internacional, Miriam Wilkens, afirma que este crescimento confirma que tem ocorrido um aumento significativo no interesse dos países pelo jogos Paraolímpicos.

Já uma pesquisa de opinião pública, aplicada no ano de 2006, buscava avaliar o grau de conhecimento que os entrevistados tinham sobre as olimpíadas e paraolimpíadas. Com essa pesquisa, constatou-se que 80% das pessoas nunca acompanharam os jogos paraolímpicos, e que, os que ás vezes acompanhavam, cerca de 20%, buscavam se informar através da televisão, e cerca de 60% sequer sabiam o nome de algum atleta.

Jornalista Responsável
Carlos Eduardo Monteiro