Em busca de aumentar a lucratividade e invadir a privacidade dos motoristas, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), divulgou nesta quinta-feira (6), uma nova forma de gerar autuação. A indústria de multas, visando obter dinheiro fácil apresentou um aparelho que medirá o grau de transparência das películas nos veículos que circulam pela cidade.
O artifício nos vídros, utilizado para fornecer maior segurança e proteção aos proprietários da luz solar incomodou o órgão. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o chefe do Núcleo de Operações Técnicas Kesley Souza, explicou que vidros muitos escuros facilitam a ocorrência de acidentes. A partir daí, a população se pergunta, desde quando houve ocorrência de acidentes por conta de películas?
A nova artimanha da fiscalização do Departamento de Trânsito divide opiniões, bem como o projeto de autoria do deputado distrital Evandro Garla (PRB), que propôs o rodízio de carros no DF. O objetivo da PL Nº 197, de 2011 é restringir a livre circulação de automóveis por vias e dias específicos, fato que causou polêmica entre a sociedade e especialistas.
O engenheiro de tráfego e professor da Universidade de Brasília, Paulo César Marques, diz que a proposta de reduzir a quantidade de carros pode não ser atingida, isso por conta da falta de investimento em transporte público coletivo e pela estratégia da população de querer manter o conforto pessoal.
De acordo com o texto do projeto, quem desobedecer à lei terá penalidade aplicada, ou seja, uma jeito diferente de enriquecer os cofres públicos, sobretudo coibindo a livre circulação da população em seus automóveis e até mesmo da utilização de aparatos como no caso das películas.
Jornalista Responsável
Carlos Eduardo Monteiro